18 agosto, 2013

DESCRIÇÃO DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO

DESCRIÇÃO DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO, POR UM MÉDICO

A seguir, um relato médico pelo Dr. Barbet (médico francês) dos sofrimentos de Jesus por mim e por ti:

NO GETSÊMANI (Lucas 22.44)
          Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relato o fato é um médico, Lucas. E o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.
          O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pela e então escorre por todo o corpo até a terra.

A FLAGELAÇÃO E A COROA DE ESPINHOS (Lucas 23.1-25, João 19.1-17)
          Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romanos e Herodes. Pilatos cede e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio.

        A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reagem em um sobressalto de dor. As forças de esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
          Depois, o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

A CAMINHADA ATÉ O CALVÁRIO (Lucas 23.26-32)
          Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado á multidão feroz, o entrega para ser crucificado.
          Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns 50 quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega e lhe esfola o dorso.
          Finalmente, para ganhar tempo, os soldados escolhem um homem na multidão, Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a estaca sobre suas costas, para que a levasse após Jesus.

A CRUCIFICAÇÃO (Lucas 23.33-49, João 19.18-37)
          Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere á carne viva; ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer.
          Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro.
          A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará horas.
          O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical.
          Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam as pontadas agudas de dor.
          Pregam-lhe os pés.

AS HORAS NA CRUZ

          Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estendo sobre a ponta de uma vara uma esponja embebida em bebida ácida em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz.
          Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuado: os deltoides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis; em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço e os respiratórios.
          A respiração se faz, pouco a pouco, mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianótico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.
          Mas o que acontece? Lentamente, com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo e a asfixia recomeça.
          Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz: cada vez que quer falar, devera elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Que tortura!
          Atraídas pelo sangue que escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las. Pouco depois, o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Deus meu, Deus meu, porque me abandonastes?". Jesus dá seu último suspiro: "Está tudo consumado!", e em seguida, "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre. Em meu lugar e no seu.

         
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30 julho, 2013

Oração do Agradecimento




Senhor, eu quero dizer-te que eu amo a vida.
Que para mim é bela e é consentida.
Muito obrigado Senhor pelo que me deste, pelo que me dás.
Muito obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz.
Muito obrigado pela beleza,
Que os meus olhos veem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.
Que acompanham a ave ligeira,
Que voa fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil.
Muito obrigado ó Senhor.
Porque eu posso ver meu amor
Diante da minha visão eu detecto cegos
Que se debatem na escuridão,
Que choram na multidão,
Que tropeçam na solidão,
Eu oro por eles e a Ti imploro comiseração
Porque eu sei que depois dessa lida,
Na outra vida, eles também enxergarão
Muito obrigado pelos ouvidos meus
Que me foram dados por Deus
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, a gente houve uma vez e não esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!
Pela minha faculdade de ouvir,
Pelos surdos eu te quero pedir
Porque eu sei que depois dessa dor
No teu reino de amor voltarão a ouvir.
Obrigado pela minha voz mas também pela sua voz
Pela voz que ama, que canta,
Que alfabetiza, que ilumina,
Que trauteia uma canção
Pela voz que o Teu nome profere por sentir a emoção
Diante da minha melodia eu quero rogar por aqueles que sofrem de afazia
Eles não falam de noite, eles não cantam de dia
Oro por eles porque eu sei, que depois dessa prova, na vida nova, eles cantarão
Obrigado pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham
Mãos de ternura, mãos que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos.
Mãos dos adeuses, que limpam feridas,
Que enxugam lágrimas, dores das vidas
Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de psicografias, de cirurgias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!
Muito obrigado Senhor, porque eu posso caminhar
Diante do meu corpo perfeito eu Ti quero louvar
Porque eu vejo na Terra aleijados, amputados, marcados, paralisados, que se não se põe a reclamar.
Eu oro por eles porque eu sei que depois desta expiação, na outra reencarnação
Eles também bailarão.
Muito obrigado por fim pelo meu lar, é tão maravilhoso ter um lar
Não é importante se este lar é uma mansão ou uma tapera, uma favela, um ninho, um grabato de dor, uma casa no caminho, um bangalô, seja o que for.
Mas que dentro dele exista a presença do amor
Amor de mãe ou de pai, de mulher ou de marido, de filho ou de irmão,
A presença de um amigo, alguém que nos dê a mão,
Pelo menos a companhia de um cão,
Porque é muito triste viver na solidão
Mas se eu a ninguém tiver para me amar,
Nem um teto para me agasalhar,
Ou uma cama para repousar,
Nem aí reclamarei, pelo contrário eu cantarei.
Obrigado Senhor porque eu nasci
Obrigado porque creio em Ti
Pelo Teu amor, Obrigado Senhor..



Por Amélia Rodrigues/Divaldo Pereira Franco


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18 junho, 2013

"Guias" - Colares

As GUIAS usadas na Umbanda são aqueles colares coloridos que os médiuns utilizam nos trabalhos, fazendo parte do uniforme do Umbandista. Estes “colares” são verdadeiros para-raios em defesa dos médiuns...

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"Orixás" As 7 Linha ou Vibrações originais


Para entendermos um pouco mais a Umbanda, devemos primeiramente conhecer "parte" da Hierarquia Espiritual existente, desde a Divindade Suprema, bem como as suas Linhas ou Vibrações Originais.
Nesta Hierarquia, temos em primeiro plano o Absoluto - Divindade Suprema, ou seja Deus, no qual promove um Colegiado Supremo que se divide em dois tipos de Hierarquia Espiritual: a do Cosmo Espiritual e a do Universo Astral, no qual explicaremos abaixo...

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07 maio, 2013

Porque evitar carne vermelha antes nos dias de trabalhos espirituais



Os amigos espirituais nos falam que é bom evitar carne vermelha nos dias de sessão mediúnica. Dizem eles que: a carne dos mamíferos possui energia vital de densidade muito semelhante a nossa. O que leva a uma aderência maior desta energia ("fluido vital”) ao nosso campo de energia vital. Vamos emitir uma hipótese como exercício de raciocínio, e não como “verdade doutrinaria”.

*(1)-* Lembramos que o mamífero foi morto precocemente, portanto cheio de vida, ou seja, de energia vital em seus tecidos para uma encarnação de muitos anos ainda. Sua carne, portanto, encontrava-se plena de energia vital ("fluido vital”). Parte deste fluido vital permanece nos matadouros e costuma ser vampirizada pelos espíritos enfermos e desequilibrados que tenham o corpo astral (perispírito) muito denso. utra parte desta energia vital não sendo vampirizada, e não retornando a massa de energia do universo, como ocorre nas mortes naturais fica impregnando a carne.

*(2)-* AO INGERIRMOS A CARNE (nos referimos em especial aos mamíferos) há uma decomposição ou fragmentação de seus sub-componentes (aminoácidos etc) os quais serão absorvidos pelo nosso sangue. A energia vital por sua vez é absorvida também se encaminhando para o nosso corpo vital (denominação de Kardec) ou corpo etéreo que é o campo de energia fixadora do perispírito ao corpo biológico. Este corpo vital (corpo etéreo) ao absorver esta energia vital do mamífero torna-se mais denso mais "oleoso” dificultando o trânsito das energias do corpo biológico para o corpo espiritual (perispírito). 

*(3)-* Esta dificuldade acarretaria: 

3.1- Maior dificuldade do desdobramento mediúnico. 
3.2- Maior dificuldade na captação de energias espirituais 
3.3- Maior dificuldade na doação de energias pelo passe. 
3.4- Maior dificuldade em receber o passe. 
3.5- Com o passar dos anos crescente dificuldade nos sentidos mencionados. 

*Conclusão 1:* os mentores espirituais pedem para não comer carne vermelha nos dias de sessão por uma razão cientifica (ciência deles) e não por qualquer motivo piegas. 

*Conclusão 2:* quando disse Jesus: "atirai vossas redes ao mar.” poderíamos entender, também, ser melhor nos alimentarmos de peixes. Brincando, diríamos: é claro o peixinho é tão limitado (burrinho), nem pineal desenvolvida tem, é quase como um sincício espiritual ou alma-grupo. Não existe uma individualidade bem constituída em peixes como existe em mamíferos. Portanto, o fluido vital dos peixes não tem a mesma característica dos animais superiores. Seria quase como nos vegetais, onde um conjunto de mudas de grama são centenas de princípios espirituais que se fundem em um gramado sem individualidade. (alma-grupo é uma denominação esotérica, mas o raciocínio é o mesmo nosso de espíritas). A individualidade, conforme Jorge Andréa e outros autores encarnados e desencarnados, só se atinge em nível dos lacertídeos e os peixes, pela pineal quase inexistente, ainda não tem esta organização. 


Dr. Ricardo Di Bernardi 
Florianópolis SC

 http://oscaminheiros.blogspot.com.br/2012/03/porque-evitar-carne-vermelha-antes-nos.html

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