19 fevereiro, 2014

Por que sofremos?

 Jornal Mundo Espírita - Junho de 2000
Todos nós, os seres inteligentes da Criação, somos Espíritos, encarnados ou desencarnados, isto é, os que temos o corpo físico ou os que não o temos, ou, melhor ainda, os que estamos desvestidos do corpo físico, respectivamente.
Criados por Deus, simples e ignorantes, partimos todos das mesmas condições, do mesmo ponto inicial, com idênticas oportunidades e com livre-arbítrio, sendo certo que, depois de criados, passamos a ser imortais.
Assim, passamos por experiências corporais sucessivas, em que o renascimento na carne é continuação da vida, assim como a morte do corpo físico, que se decompõe e se transforma, não impede que o Espírito prossiga vivendo, em outro nível de vibração, razão pela qual não é difícil concluir que o Espírito ou a Alma, o verdadeiro ser, o ser pensante da Criação, tem a sua individualidade preservada, sempre, e viverá eternamente.
Em cada experiência corporal, que é indiscutivelmente transitória e breve, mesmo quando centenária, tem o Espírito a ensancha de ampliar o seu conhecimento e de aperfeiçoar-se, intelectual e moralmente, avançando sempre.
Para exemplificar, quando erra e se compromete, a criatura retorna à mesma situação para aprender e reparar. O aprendizado pode se dar na Terra, um dentre tantos mundos habitados, uma verdadeira escola, onde todos nos encontramos matriculados para aprender, muito aprender. A reparação, de sua parte, é individual e personalíssima, vale dizer, não se transfere a ninguém, de modo que os erros, males e equívocos cometidos anteriormente hão de ser corrigidos pela própria criatura, sem qualquer possibilidade de delegação deste compromisso. Por isso, embora não pareça, tantas e tantas vezes, o sofrimento é a educação que disciplina e corrige.
O sofrimento, por esse modo, faz parte da vida, podendo ser físico ou moral. Encarnados ou desencarnados, no corpo físico ou fora dele, portanto, fazemos parte da vida, que é única, não obstante composta por várias existências. Com reflexão e, sobretudo, com a utilização dos ensinamentos da veneranda e abençoada Doutrina Espírita, o entendimento desse mecanismo, dessa verdadeira alavanca de crescimento e de progresso, que chamamos de sofrimento ou de dor, torna-se deveras facilitado.
Com efeito, vivemos na Terra, um planeta de provas e de expiações, de categoria inferior no Universo, que supera apenas os chamados mundos primitivos, e, o que é mais grave, onde ainda prevalecem o mal e a imperfeição.
O nosso sofrimento pode se originar de existências passadas, remotas ou não, ou mesmo da presente reencarnação, e está fortemente vinculado à sensibilidade de cada um, variando, portanto, e muito, de pessoa para pessoa.
A reencarnação, verdadeira bênção da oportunidade, permite que reparemos, parcial ou integralmente, os nossos erros, males e equívocos passados, ajustando-nos ou reajustando-nos com as Leis Naturais ou Divinas, que, sendo perfeitas, não sofrem alteração, valendo para todo o Universo e para todos os seres, individualmente. Embora nem sempre se perceba claramente, há Leis imutáveis regendo a Vida, como um todo, queiramos ou não, gostemos ou não, acreditemos ou não. A atenta observação do dia-a-dia, entretanto, conduzirá a esta conclusão.
Por outro lado, nós, os encarnados, de um modo geral, convivemos com tribulações, aflições e dificuldades de variada ordem, seja porque não gozamos de boa saúde, seja porque temos dificuldades financeiras, porque estamos desempregados, porque receamos a doença, a pobreza e a violência, que campeiam cada vez mais em toda parte, porque sofremos de solidão, de desamor, ou porque temos insucesso nas tarefas que iniciamos, etc., revelando, em primeiro lugar, o nosso despreparo para os fenômenos normais da existência, em que o ser humano, ainda que não se dê conta, é o único responsável pelo que lhe acontece e pelo seu destino, sendo certo que o futuro está em suas mãos, uma vez que “a cada um será dado de conformidade com as suas obras”.
Por isso, é necessária e urgente a atenção para os ensinos da Vida, que se desdobram em nosso dia-a-dia, de que nada se modificará, se não se modificarem mentalidades e posturas.
Cabe-nos, individualmente, o dever de cumprir os nossos compromissos, de qualquer ordem, com responsabilidade, com esmero, fazendo a nossa parte e fazendo-a do melhor modo possível, qualquer que seja o campo da atividade humana, conscientizando-nos de que vivemos em regime de interdependência, ou seja, em que todos dependemos uns dos outros, para o equilíbrio e a harmonia das relações sociais, sem a aflição, contudo, de querer consertar os outros ou modificar o mundo.
O sofrimento pode ser conduzido pelo conhecimento e pela força de vontade, assim como pode ser sensivelmente diminuído e, às vezes, até mesmo eliminado, pelo uso da razão.
Com efeito, o uso do raciocínio indica que o ódio, o ciúme, a raiva, a rebeldia, o rancor, a irritação, a violência, etc., só ampliam o sofrimento, criando desarmonia, ou ainda mais desarmonia, na intimidade de cada um, e, com isso, no mínimo, prejudicando a saúde física e mental de quem nutre tais sentimentos.
Logo, parece ser muito mais razoável e sensato enfrentar as dificuldades e padecimentos com resignação, coragem e bom ânimo, a fim de poder removê-los, usando o conhecimento, principalmente o conhecimento sobre nós mesmos, para bem compreender o que se passa e, assim, vencer o sofrimento, avançando contínua e permanentemente.
Também será importante que não agravemos o nosso sofrimento ou a nossa dor, o que facilmente acontece quando se utiliza do tabaco, das bebidas alcoólicas e das drogas, inúmeras vezes responsáveis por conduzir do indivíduo à loucura e ao suicídio e, na melhor das hipóteses, responsáveis pelas graves enfermidades que se instalam em seus usuários, de que são exemplos, entre outros, o câncer de variada espécie, o in
farto do miocárdio e outros males cardíacos, além de outras tantas e inúmeras doenças que carcomem a criatura, física e moralmente.
Neste passo, convém salientar que o maior antídoto para o sofrimento e a dor é o Amor, sem qualquer dúvida, a Lei Maior da Vida.
A ausência de amor a Deus, ao próximo ou a si mesmo, produz insatisfação, desajuste, desequilíbrio, fatores de doenças e sofrimentos.
Como bem o salienta Joanna de Ângelis, Espírito, no livro Plenitude, “A vida é impossível sem o amor, dinâmico, que induz à ação construtiva, responsável pelo progresso”, acrescentando que “O Bem anula o mal e suas conseqüências”, para enfatizar ainda e oportunamente que “As ações meritórias fazem cessar o sofrimento: silêncio ante as ofensas, perdão às agressões e esquecimento do mal”.
Assim sendo, destas ligeiras considerações sobre assunto tão complexo e extenso, pode-se concluir claramente a razão pela qual o ensino máximo de Jesus de Nazaré, o Cristo, modelo e guia da Humanidade, nosso mestre e amigo de todas as horas, está consubstanciado na célebre, concisa e absolutamente perfeita sentença, aconselhando que todos nós: “Amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.
(Jornal Mundo Espírita de Junho de 2000)
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09 janeiro, 2014

EXUS DO FOGO


Exus do Fogo, todos são subordinados pela linha negativa de Xangô que o Exu Gira-mundo, os espíritos destas falanges costumam ser galanteadores, grande manipuladores do fogo, do carma e da justiça divina, são alguns Exus do Fogo: Exu Brasa, Exu Mangueira, Exu Meia-Noite, Exu Vulcão, Exu Corcunda, Exu do Fogo, Exu Morcego, Exu Gira-Mundo entre tantos outros.
 
O Exu do fogo conta uma história interessante. Disse que através do fogo executa seus trabalhos de caridade, por ter ele, no tempo da inquisição, condenado várias pessoas para serem queimadas em fogueiras com a marca de bruxos.
E assim se passa a história, foi um jovem bem nascido, de família nobre, teve ótimos professores, uma educação esmerada, porém muito rígida pois a família era muito religiosa. Aos 16 anos o pai notou seu interesse extremo pelas artes e em contrapartida também pelo professor da mesma matéria. Com medo que isso pudesse significar algum desvio sexual, mandou-o imediatamente para o seminário.
Revoltado o rapaz, aceitou o seu destino, amargurando sempre o destino que havia sido escolhido para ele.
Na época histérica da caça as bruxas, já um pouco mais velho, tornou-se um verdadeiro carrasco da inquisição condenando a todos que caíam em seu julgamento sem a menor piedade. Forjou provas e aproveitando-se do cargo, condenou o próprio pai.
Hoje ele é considerado um bruxo e através do elemento fogo, tenta resgatar os elementos que carrega em seu carma. E vale a pena ver a habilidade deste Exu manipulando o fogo.
 
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10 outubro, 2013

IANSÃ – A LEI EM AÇÃO


"Iansã, grande guerreira, Orixá dos raios e dos ventos, ajude-me com sua energia a vencer as lutas e as dificuldades. Oyá, senhora dos ventos e das tempestades, coloco em tuas mãos minhas ações, meus desejos e preocupações.  Em tua Luz, consagro todos os minutos e horas do meu dia, para que eu compreenda todo bem que precise fazer, e tenha força para não ceder ao mal que venha bater em minha porta.  Que eu seja mais fraterno, compreensivo e capaz de perdoar.  Guie meus passos no caminho do bem e do amor; e que hoje, mais que ontem, possa contar com suas orientações e bênçãos. Com sua espada haverei de cortar a inveja e a falsidade de meus inimigos.  Retirai as vendas que me impedem de enxergar a verdade. Com a força de seus raios, peço que acenda a chama da vida aos desenganados e dê a força necessária para que continuem lutando na busca da cura de seus males. 
Êpa, Hei! Sarava Iansã!"

Iansã é a rainha das tempestades e ventos, Senhora da Justiça, a Orixá do tempo, responsável juntamente com Ogum na execução dos carmas na Linha da lei onde Xangô é o Juiz. É representada na Umbanda pelo símbolo de um raio, seu dia da semana é quarta-feira, sua cor é o Amarelo-coral e sua saudação é "Epa Hey".

Seu campo de atuação é o tempo, este que é a execução da Lei para aqueles que subverteram seus princípios básicos, ele age de forma imperceptível sobre as almas daqueles que deixaram o corpo e vagam a procura de seu plano vibratório, conduzindo-as conforme os desígnios dos executores do carma, pois o tempo é a própria sentença da Lei em execução, tanto na forma de castigo como na de recompensa. Quando temos pesados débitos para saldar e aceitamos passivos e humildes a execução da lei, o tempo é generoso, mas quando nos revoltamos contra a lei o tempo se torna eterno, nos fazendo perder o contato com a própria realidade.

Iansã como Orixá do tempo é implacável, mas justa em sua execução. O tempo é o meio entre o Alto e o Baixo, seu reino não pertence nem a Luz nem as Trevas e como age tanto na Luz quanto nas trevas não temos como escaparmos de suas malhas, pois ele não tem limites.

Iansã também é um Orixá da lei, que tem junto com Ogum a função de levar a todos os planos as mensagens de Xangô, que é o guardião das Leis. A Ela compete agir com o rigor exigido para o reequilíbrio astral dos espíritos. Ela distribui aos eguns, espíritos desencarnados, o fluido que sacia sua sede de clemência diante da lei, purificando-os antes de encaminhá-los a seus planos para lá cumprirem seus carmas. Ela também é encarregada de executar a justiça dentro do campo Santo, ou cemitério, onde Ela é a própria espada da Justiça, agindo de forma rigorosa sobre aqueles que lá ficaram presos pelos débitos adquiridos em sua passagem na carne e para isso tem como colaboradores os Exus de Lei e eguns redimidos, que ao servirem-na procuram apagar as marcas da lei.

Iansã também atua através do Ar, e por isso não tem um ponto de força específico, pois o ar se encontra em qualquer lugar. Sua força é a própria força do ar em movimento e seu poder é imenso, sua manifestação é gélida, causando tremores a quem dela se aproxima.

Quando alguém vai em busca de seu auxílio e está com a justiça ao seu lado, tem a mais poderosa força a sua disposição, pois quando Iansã volta a sua face luminosa para alguém justo, este é amparado por onde passar.

As pessoas que são regidas por Iansã são leais, determinadas, distintas, resistentes, dominadoras, corajosas e extremamente sedutoras, mas quando se deixam levar pelo ego se sobressaem pela falsidade, pela luxúria, pelo ciúme exagerado, se tornando violentos e fúteis e cultivando hábitos viciosos.

Isto é Iansã, a Orixá dos ventos e das tempestades, aquela que executa as sentenças carmicas. Se todos a conhecessem realmente, não a invocariam por motivos fúteis, pois como a Lei, Ela é rigorosa em sua cobrança e imparcial em sua execução. Infeliz daqueles que caírem sob seu poder na execução da justiça. Conscientes disto possamos sempre estar atentos aos nossos atos para que possamos sempre contar com Iansã ao nosso lado, com seu imenso poder de atuação e com sua espada que é o símbolo da justiça e da execução do carma.


IANSÃ
Sincretismo Santa Bárbara
Reino na Natureza Ar / Pedreira
Linha de Vibração Justiça / Execução Kármica / Maturidade
Símbolo Abebé (Raio)
Saudação Epa Hei
Cor Amarelo Coral
Dia Comemorativo 04 de dezembro
Dia da Semana Quinta, no TEDES, e Quarta nas demais correntes.
Ervas Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca , Erva de Santa Bárbara, Cravo da Índia, Louro.
Planeta Júpiter e Lua. Associada também em Mercúrio
For e essência Flores em tonalidades amarelo e coral. Essência de Patchouli
Fios e contas Amarelo, laranja, dourado, vermelho
Comidas Acarajé, bobó, inhame
 
Deve-se assinalar que Iansã, é uma subvibração enfeixada dentro da vibração Iemanjá.

Logicamente, muito do que se diz sobre Iemanjá também se aplica a Iansã, já que existe entre as duas forças uma relação de continência, contudo deve-se acentuar que a vibração Iansã, conquanto representativa do eterno feminino universal, traz em si o princípio da ação, da vontade direcionada, da capacidade de luta e conquista dos objetivos, lembrando que essa prerrogativa não é privilégio do polo Yang da natureza, mas um atributo legado por Deus a ambos os gêneros.

Esse fato valeu a Iansã na imagística dos africanos a alcunha de Orixá Guerreira, aquela que, segundo as lendas, combatia ao lado de Xangô.

Os combates que Iansã representa são, na verdade, as lutas enfrentadas pelas mulheres na superação das dificuldades, dos desafios da vida, na batalha pela sobrevivência e pela transformação da realidade objetiva, em parceria com seus companheiros, afinal criar e educar filhos equivale a vencer uma guerra, mas é mais meritório; ser o sustentáculo moral de uma família tem mais valor do que defender um império.
 
PRECES



Salve Iansã, Orixá dos ventos. Rainha das tempestades.
Mãe que afugenta para bem longe os que nos querem fazer mal.
Deusa guerreira e corajosa, que defende seus filhos com a espada de cobre.
Mãe da alegria e do bom viver, que teus ventos abra meus
Caminhos, encoraje minha Alma e alegre meu coração.
Ê PARREI OYÁ!
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Sarava Iansã a grande guerreira, Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades.
Sarava Senhora Rainha dos ventos proteja todos nós.
Oyá Deusa do rio Niger, senhora dos ventos e das tempestades. Coloco em tuas mãos minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas preocupações, meus desejos, os meus lazeres são teus.
Daí - me hoje a tua luz poderosa para que eu compreenda todo bem que preciso fazer e tenha força para não ceder o mal que tenta bater em minha porta, que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar.
Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e hoje mais que ontem todos nós possamos contar com sua orientação, com a tua benção, com o teu amor.
Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam de enxergar a verdade.
Dando conformação aqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos, que acenda a chama da vida dos que estão desenganados, de a eles força para continuar lutando na cura de seus males.
Sarava Iansã majestosa Senhora a vossa proteção em vosso louvor em brado unidos saudamos.
Êpa Rei Iansã !
.......................................
 
Oiá… Oiá… nossos passos. Iansã, Deusa máxima do Cacurucaia… Bamburucena, Rainha, Mãe e Protetora. Eparrei nossa mãe Divina. Deusa divina dos ventos e das tempestades. Deixa-nos sentir também a tua bonança. Iansã dos relâmpagos, dá-nos uma faísca da tua graça divina. Eparrei, Eparrei… Oiá!
Iansã protetora nas grandes demandas, nas grandes tempestades, Abranda esta tormenta que a minha vida invade. Fazei que eu caminhe com o amparo de vossas mãos, Para que eu seja mais firme em meu pensamento e minha razão. Perdoe-me as minhas faltas, Ajudando-me a ver onde está mais escuro, na minha estrada terrena.
Assim Seja!

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Nossa gloriosa Mãe Iansã, receba-nos em seus braços, na certeza de que a senhora velará por nós. Defenda-nos das invejas, do negativismo e das demandas; que com seu vento a senhora varra todas as nossas dúvidas e que o fogo do seu amor aqueça os nossos corações. Iansã, rainha de Xangô, rainha dos raios, contemplando a sua beleza, nós, seus filhos de fé e admiradores, num ato de humildade levamos nossos corpos ao chão, diante dos seus pés, numa prova de reverência, fé e amor. Senhora rainha, que a sua espada defenda todos os seus filhos e que a sua coroa brilhe nas nossas mentes, assim como brilha sempre ao raiar do sol e com isso possamos enxergar ainda mais os caminhos pelos quais nos vemos obrigados a passar. Neste momento de fé Iansã, olhe e abrande a dor dos seus filhos que padecem.
Eh pa hei Oya!
..........................................
 
Ó gloriosa Mãe guerreira, dona das tempestades,
Protegei-me eu e minha família contra os maus espíritos,
Para que eles não tenham forças de atrapalhar minha caminhada,
E que não se apossem da minha luz.
Ajudai-me para que as pessoas más intencionadas
Não destruam minha paz de espírito.
Mãe Iansã, cubra-me com seu manto sagrado,
E leve com a força dos seus ventos tudo que não presta para bem longe.
Ajudai-me na união da minha família, para que a inveja
Não destrua o amor que há em nossos corações.
Mãe Iansã, em vós eu creio, espero e confio!
Que Assim seja e Assim será!   
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XANGÔ – TRONO DIVINO DA JUSTIÇA

"Meu Pai Xangô, o Senhor que é Rei da Justiça, faça  valer sempre a vontade Divina, purifique minha alma nas águas de sua cachoeira.  Se errei, conceda-me a luz do perdão. 

Faça de seu peito largo e forte meu escudo para que os olhos de meus inimigos não me encontrem. 

Empresta-me sua força de guerreiro para combater a injustiça e a cobiça. 

Que seja feita a justiça para todo o sempre. 

Conceda-me  a graça de receber sua luz e sua proteção.  Minha devoção te ofereço.

Kawô Kabecile! Salve Xangô!"

Xangô é o Orixá guardião do ponto de força da justiça, é o senhor do fogo e como tal age quando decide punir os que afrontam a Lei do Criador, lei esta que é como a rocha que esmaga e aniquila a todos que carregam seu peso sobre os ombros. 


Sempre disposto a nos ouvir, se nossa demanda for justiça, nos acompanhará, e se for injustiça, nos esclarecerá e se mesmo assim não o ouvirmos, seremos então submetidos aos rigores da Lei, que são o seu reverso. Sua Luz é o amparo, seu fogo é a purificação, pois somente pelo fogo o minério bruto e imperfeito é fundido e temperado, assim eliminando toda sua impureza se tornando perfeito. 

Como já vimos tudo na vida tem seu dois lados: o positivo e o negativo, a Luz e a Escuridão, o Bem e o Mal. Sendo assim todos os homens também tem estes dois lados e a facilidade de ir de um para o outro, de acordo com a situação que vivencie, temos então que buscar o equilíbrio entre eles, não sendo omissos em respeito aos nossos atos, sabendo admitir nossos erros, procurando corrigi-los e sendo humildes em recuar a uma situação onde o mal esteja prevalecendo, buscando o conhecimento e as forças necessárias para melhor combatê-lo, pois assim permaneceremos sempre em uma escala ascendente de evolução e não afundados em nossa própria arrogância. 

Quem compreende o verdadeiro sentido das leis do equilíbrio e a ela se submete, estará sempre por ela amparado. Mas quem ousar a desafiá-la e tentar fugir dela, por ela será "castigado" e "abandonado". Por outro lado quem se redimir e reconhecer seus erros e se curvar a ela, a terá de volta ao seu lado. Que ninguém use os mistérios Divinos pra prejudicar ninguém, senão irá passar pela balança de Xangô, e o peso da lei o atirará nas trevas. 

De todos os orixás da Umbanda, Xangô apesar de rígido, sério e calado, é o que mais gosta de falar da lei, e se todos que o procurarem tiverem a paciência e a humildade necessária para entendê-lo, serão lentamente envolvidos por seus fluidos energéticos equilibradores, se restabelecendo. 

Podemos observar que as pessoas que são regidas por Xangô se destacam pela obstinação, pela inteligência, por serem ponderadas, e por honrarem sua dignidade e seu brio, mas quando se deixam levar pelo ego se tornam mesquinhos, extremamente vaidosos, conservadores, intolerantes e orgulhosos. 

Xangô é o Orixá da Justiça, o Senhor dos Raios e Trovões, é aquele que coordena todas as leis cósmicas do Criador, seu elemento fundamental é o Fogo e a Terra, sua cor é o marrom, seu dia da semana é quarta-feira, seu ponto de força e vibração são os raios e trovões, são as pedreiras nas montanhas, rios cachoeiras e mares e sua saudação é "Kawô Kabecile". 

Alguns descrevem sua força de atuação dizendo que o Xangô da Pedra Branca ampara, enquanto o Xangô da Pedra Negra executa. O das cachoeiras e mares purificam, assim também como o do fogo que queima tudo o que há de ruim em nós. O Xangô da Terra ampara os que caíram e aguarda que despertem de sua ignorância, o dos raios é o que traz as Leis Divinas do Alto para a Terra, e o do tempo é o que julga a duração das penas da Lei. 

Se todos pudessem buscar conhecer os mistérios de Xangô, agiriam com mais equilíbrio, se policiando para que não sejam submetidos aos rigores da lei. Que ninguém desafie as Leis Divinas, se não, encontraram muitas pedras em seu caminho, todas colocadas por Xangô, o Orixá da Justiça e do Fogo purificador.

Sincretismo São Jerônimo, São João Batista e São Pedro
Reino na Natureza Pedreiras
Linha de Vibração Justiça / Razão
Símbolo Oxê (Machado de dois lados)
Saudação Kawô Kabecile
Cor Marrom
Dia Comemorativo 30 de setembro, 24 de junho, 29 de junho
Dia da Semana Quinta, no TEDES, e Quarta nas demais correntes.
Ervas
Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de

Mangueira, Erva de Xangô, Alevante, Quebra-Pedra, Alfavaca Roxa, Musgo de Pedra
Planeta
Júpiter
For e essência
Cravos vermelhos e brancos
Fios e contas
Marrom


 
PRECES
Oh! Senhor dos Trovões. Pai da Justiça e da retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos e caluniadores. Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos. Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo. Kaô Cabecilê!
..................
Senhor de Oyó. Pai justiceiro e dos incautos. Protetor da fé e da harmonia. Kaô Cabecilê do Trovão. Kaô Cabecilê da Justiça. Kaô Cabecilê, meu Pai Xangô. Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos. Livrai-nos de todos os males. De todos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre, Kaô meu Pai!
..................
Salve Xangô! Orixá de grande força e harmonia.
Protetor dos injustiçados e advogados das boas causas.
Pedimos que nos envie um raio de luz e uma faísca de seu incomensurável poder, a fim de abrandarmos a violência de nossa manifestações de ódio e de rancor contra os nossos semelhantes. Mostrai-nos o caminho certo, para cumprirmos a missão que foi determinada pelo Pai. Se nossos erros ou nossas faltas nos desanimarem, deixai-nos sentir a sua presença, para seguir suas pegadas no caminho da fé e da caridade, para que assim possamos levar a Sua Justiça por toda a eternidade. Assim seja!
..................
Kaô cabecilê, grita Zambi, e ecoa em todos os cantos da Terra, na força do Criador, Sarava Xangô Orixá maior, dono de todas as cabeças. Repicam os grandes Atabaques da Lei de Umbanda, Kaô cabecilê, Rei do Nagô, nós sentimos sob a força de vossa vibração os fluídos benéficos de tua luz. Rei da Justiça, soberano da Sabedoria, abre seus braços sobre nós e esclareça os nossos dirigentes para que não se choquem em emoções pessoais. Kaô Cabecilê, vejo tua Pena de Ouro, tua Machada, tua Chave, tua Sabedoria presentes neste Conga. Senhor dai-nos força e perdoai-nos se vós o ofendemos com nossos atos ou palavras, oh Orixá da palavra e da escrita. Sarava todos os Xangôs, Kaô Alafim, Achê, Agojô, Agogô, Aganjú e Sarava Xangô Laiara é hoje dia de Xangô, Kaô, Alafim e Agojô te dedicamos este nosso Adarrum. Sarava Xangô Kaô Cabecilê. Que assim seja para todo e sempre!
..................
Poderoso Orixá de Umbanda, Pai, companheiro e guia. Senhor do equilíbrio e da justiça. Auxiliar da Lei do Carma, Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade, Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições, Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras, Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade, Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões, Ingratidões, antipatias, falsidades, Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô!
.................
Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça, faça valer por intermédio de seus doze ministros, a vontade Divina, purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo, para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro, para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor, conceda-me a graça de receber sua luz e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô!
..................
Oração dos doze Ministros de Xangô

Salve São Jerônimo, São João e São José!
Sarava, oh poderoso Pai Xangô!
Sarava os Doze ministros de Xangô!
Sarava meu pai Xangô e seus doze ministros da sua corte, grande Orixá, rei da justiça.
Senhor do trovão raiado olhai por mim no poder desta reza. Xangô poderoso, pai bondoso, mas justiceiro, peço aos teus Doze Ministros por mim, para que me absolva no seu grande tribunal do céu e da terra.
Doze pedras sustentam tua coroa no mais alto dos penhascos, que pai Zambi te deu. Olhai por mim, meu pai. Doze Ministros, Doze coroas, Doze meses do ano eu vencerei e vencerá quem estiver ao meu lado, pois assim, o meu pai, o senhor Xangô, quer.
Ao 1º Ministro Eu peço pela minha saúde
Ao 2º Ministro Eu peço vitória em tudo que eu queira e mereça.
Ao 3º Ministro Eu peço perdão pelas minhas faltas
Ao 4º Ministro Eu peço Amor, e que ele nunca me falte, que eu possa também dar a quem não tem.
Ao 5º Ministro Eu peço justiça e que ela seja feita conforme sua vontade
Ao 6º Ministro Eu peço coragem na luta, e nunca fugir dela.
Ao 7º Ministro Eu peço sabedoria nas decisões.
Ao 8º Ministro Eu peço autoridade para mandar pra longe de mim os inimigos.
Ao 9 Ministro Eu peço fartura na minha vida e na minha casa.
Ao 10º Ministro Eu peço verdade a qualquer custo.
Ao 11º Ministro Eu peço união com os meus e a todos que estejam do meu lado.
Ao 12º Ministro Eu peço a Misericórdia de Xangô,
Pois essa é a reza de invocação aos doze ministros.
E com esta reza eu estarei protegido, estarei guardado pelo poder,
Pela Luz e pela Glória do senhor da Justiça.
Kaô Cabecilê! Meu Pai Xangô.
Que assim seja!
E para sempre seja louvado!       
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